sábado, 19 de setembro de 2009

60, on the road again
para Barrox


agora entendo sua fotografia em cores saturadas e o estrangeiro na sacada fotografando luas monocromáticas. você sempre me disse chocolate quente pela manhã, mas nunca flores ou bilhetes de amor. ainda choro de saudade. o movimento do relógio, as histórias através do tempo, o avião sobre a cidade de são paulo e depois sobre o mar azulEsverdeado do rio de janeiro. ruas que nunca atravessamos. ou quando voltava para casa e te vi do outro lado, jovem, com aquela sua camisa azul, de mãos nos bolsos do jeans desbotado, rasgado e com restos de tinta vermelha, enquanto me desejava sorrisos e só mais um pouco de companhia. e aquele homem nunca existiu de verdade. alguns beijos molhados de madrugada e nos fins de tarde enquanto a chuva caía lá fora e a campainha tocava sem parar. poucas vezes em que fomos só nós dois. e tua boca nunca foi tão perfeita. segura meu quadril assim. dizem que tudo um dia acaba.



Camaleoa

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

capa Andrea Zefferino
produção e fotografia Cristina Livramento

plazajornal.blogspot.com

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

7ª edição Arte na Praça



Dia 19 de setembro, a partir das 14h, 7ª edição do Arte na Praça com o fotógrafo Egberto Nogueira e Mr. E e banda. Não deixe de se inscrever no passeio fotográfico pela Feira de Artes da Praça Benedito Calixto com Egberto Nogueira, da
Imã Galeria. As inscrições são gratuitas.

Contato:
plazajornal@gmail.com
Mais informações:
http://plazajornal.blogspot.com

Nescafe's Coffee At Its Brightest

Clóvis Tôrres, ator, autor de peças de teatro e jornalista. Um dos seus últimos trabalhos é esse comercial pra Nescafé que vai passar apenas na Irlanda e no Reino Unido. O cara merece.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Saudades sempre. Patrick Swayze

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Confissões de uma Garota de Programa
The Girlfriend Experience
direção de Steven Soderbergh





O filme ainda está em cartaz. É uma das coisas mais bonitas que já vi. Quem não viu, vale à pena. É imperdível.
Gemini, Av. Paulista, 807. Metrô Brigadeiro, São Paulo (SP). 14h05 e 19h40.

sábado, 5 de setembro de 2009

as múltiplas coisas da noite e as paredes coloridas sobre o chão quente enquanto a garota toma um sorvete e o rádio toca sons de jazz A lua cheia no céu em são paulo, os múltiplos beijos nas esquinas de putas e travestis, navalhas na carne, ela me olha, mas não suporto mentiras então desço mais alguns bares e te procuro a noite toda, respiro alucinações, danço entre crianças metidas em roupas decadentes ao som de um punk vencido Alguém me segura pela cintura, finjo ser você e de novo a música na pele, canções para uma transa rápida, no meio do nada, entre bestas noturnas &stou mais uma vez entre corpos e a noite nem está perto de acabar enquanto a lua continua sendo minha única testemunha.

Camaleoa

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

at the end of the day, it's all about loneliness and how to deal with. and find some way to be happy with your own madness. because love... is just a breezze that comes and goes.

Camaleoa
Je t'aime moi non plus,
Jane Birkin & Serge Gainsbourg
Well, well, e eu continuo falando de Jane Birkin & Serge Gainsbourg enquanto a chuva volta a cair sofregamente sobre São Paulo e minha casa se transforma cada vez mais em um abrigo temporário de ventanias e trovões. Ou eu reformo ou eu me mudo ou as coisas vão cair literalmente na minha cabeça. Mas tudo bem porque eu ainda acho engraçado sair correndo pela casa munida de balde e pano. Me sinto um Bandini. Isso também é literatura. Ou eu tô ficando maluquinha?
Mas eu falava de Jane Birkin & Serge Gainsbourg e a canção Je t'aime moi non plus que sempre é linkada a motel e a sexo. Tá certo, a música fala sobre isso, mas ainda fico muito incomodada com a referência que as pessoas insistem em ter a respeito da arte erótica.
Como o filme O Último Tango em Paris que geralmente é lembrado pela cena da manteiga. Já falei isso várias vezes, quem lê o blog sabe, que descobri o livro aos 15 anos na estante de casa e foi um assombro, era romper um universo, como se visse um mundo todo ruir na minha frente e perceber que havia sim uma outra maneira de ver as coisas.
O filme só vi anos depois, muito tempo depois, e foi de uma surpresa, de uma emoção ver a relação daquele homem e daquela menina de uma maneira tão crua e tão bela. E a cena da manteiga é uma das coisas mais sensuais e bonitas do filme. Um homem, viúvo que deve ter uns 50 anos, e que não tem mais nada a perder porque já viveu e viu o suficiente pra saber que tudo nessa vida é fugaz demais pra se preocupar com nomes, passado, verdades absolutas e regras, boas maneiras e coisa e tal. Acho o filme uma das coisas mais bonitas do cinema.
No fim das contas é mais ou menos assim: todo mundo faz sexo, mas quando alguém fala disso abertamente, em público, ou transforma em arte, aí é um problema, é chocante, é ofensivo.
No fim, isso funciona a favor. Afinal, a arte é atemporal, imortal, sempre arte. E me sinto uma privilegiada no meio disso tudo, em ter tantas referências ricas assim. Mais. Acho que voltei a ser feliz também.
Em tempo: fiz uma confusão de manteiga e tesourinha do caramba! A cena a qual me refiro, que eu acho bonita, é a do Marlon Brando em que pede a Maria Schneider para cortar a unha e coisa e tal.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

jazz at midnight



à noite a garota caminha pela rua augusta & fotografa mendigos, putas, ovelhas desordenadas, castelos medievais, balões de oxigênio, travestis em sapatos de cinderelas, mais um pouco de vodka e a casa de show apresenta stripers nem tão bonitas assim com seus corpos nus ao som de uma música decadente enquanto a polícia negocia mais um acordo entre cavalheiros. ele acende um cigarro e olha a lua cheia da sua sacada enquanto o jazz toca no rádio e pensa nela, em seu corpo nu sobre a cama e as taças de vinho da noite passada.
são paulo, de madrugada, é impregnada de solidão, me disse o ator. o som dos automóveis, a música alta nas boates e as bocas e mãos à procura de algum tipo de conexão, de alguma coisa que faça isso tudo ter sentido. a glória e a miséria de quem insiste em viver projeções. diálogo de egos. spots para momentos fugazes.
e em alguma outra realidade ele ainda fotografa a lua e pensa nela. seu corpo em cores saturadas, filmes de woody allen, Miles and Miles Davis, Jane Birkin & Serge Gainsbourg enquanto ela dança durante as madrugadas numa casa terracota acreditando nas (im)possibilidades da eternidade.


Camaleoa
Jornal da Praça # 69
Depois da Praça
por Camaleoa


Gainsbourg, artista, cantor, poeta, etc. é o nome da exposição que está no Sesc Paulista, parte do calendário do Ano da França no Brasil, e apresenta 24 instalações visuais e sonoras com trechos de filmes, vídeos, making offs, entrevistas, fotografias, reproduções de documentos e depoimentos de artistas que conviveram com o ícone da cultura pop francesa. Serge Gainsbourg é um desses gênios que produzem com voracidade toda e qualquer manifestação artística. Dividida em quatro períodos da vida de Gainsbourg, a exposição é cansativa e confusa a princípio. É preciso estar com tempo e bem disposto para conseguir experimentar cada som e cada imagem. Vale dizer que há duas entrevistas imperdíveis. É preciso ter boa coluna para agüentar em pé o tempo que cada uma delas dura ao todo. Vale muito à pena. Gainsbourg
é deliciosamente um labirinto de sensações. Sesc Paulista, Av. Paulista, 119. Até 7 de setembro.
Terça a sexta, das 13h às 22h, sábado e domingo e feriado, das 11h às 20h. Grátis.
E por falar em Jane Birkin que, hoje e amanhã, faz apresentação no Sesc Pinheiros, com todos os ingressos esgotados em apenas duas horas, a exposição Gainsbourg - artista, cantor, poeta, etc vai até o próximo dia 7 de setembro, no Sesc Paulista.
É uma exposição imperdível. Gainsbourg está ali em cada frame, em cada fotografia, em cada coluna com seus vídeos e sons variados. Para mim, em particular, é um universo que tem todo um significado especial. O homem de várias facetas, Gainsbourg cantor, compositor, homem, poeta, mulher (nada mais lindo do que um homem com seu lado feminino exposto), artista em tempo integral. O que eu chamo de vida pulsante, gente extremamente interessante. Há duas entrevistas longas na exposição que devem ser vistas do começo ao fim. Como mencionei no Depois da Praça, no Jornal da Praça # 69, pra aproveitar bem essa exposição tem que estar relaxado e ter uma certa resistência de coluna porque é muita informação ao mesmo tempo e muitos vídeos para assistir. Eu saí de lá moída, nem consegui parar no Conjunto Nacional para o habitual café de despedida.
E hoje, enquanto tomava meu café da manhã, ouvindo a Rádio Eldorado FM, o Jornal Eldorado, que encerra às 9h, toca Je t'aime moi non plus, com Jane Birkin pra falar do show de hoje e tal. Fiquei emocionada. Adoro quando meus dias começam assim. Principalmente depois de um dia inteiro de cama. Cheguei a ficar preocupada pensando que pudesse ser a tal gripe do porco, mas graças a Deus era só uma gripe forte e passou.
E ontem, enquanto enrolava pra dormir, vejo-a (Birkin) no Programa do Jô. Linda, com suas marcas da idade, chiquérrima de jeans e all star. Deve ser muito bom envelhecer dessa maneira, olhar pra trás e ver que você teve uma vida cheia de poesia e beleza. Mais: de que a velhice não te impede de continuar vivendo assim porque enquanto houver vida, há poesia e beleza, não é não?
Serge Gainsbourg & Jane Birkin
Gainsbourg Imperial
Encontro revisita obra do bardo francês
Fabio Rigobelo
fonte: Guia da Folha de São Paulo


Foram necessárias menos de duas horas, na última quarta (dia 26), para que se esgotassem os ingressos do encontro da Orquestra Imperial com Jane Birkin e Caetano Veloso, que o Sesc Pinheiros sedia quinta (3/9) e dia 4. Marido e mentor musical da inglesa Birkin por anos, Serge Gainsbourg (1928-1991) é o motivo desses shows: músico de obra extensa e criativa, o francês era uma autêntica personalidade pop, às vezes polêmico, sempre audacioso e vanguardista. Parceiro de Gainsbourg do excelente "Histoire de Melodie Nelson" (1971) até seu último disco de estúdio (1987), o maestro Jean-Claude Vannier foi chamado para criar novos arranjos para canções como "Je T'Aime... Moi Non Plus", "L'Anamour", "Bonnie & Clyde" e "Je Suis Venu Te Dire que Je M'en Vais" (uma das parcerias prometidas entre Caetano e Birkin), que serão executadas pelo coletivo carioca Orquestra Imperial. Jane Birkin, que cantou na cidade em 2008 e já gravou "O Leãozinho", de Caetano, lançou recentemente mais um CD, "Enfants D'Hiver". E Rodrigo Amarante mandou avisar: gostaria, mas não vai poder participar dos shows.

Sesc Pinheiros - teatro Paulo Autran - r. Paes Leme, 195, Pinheiros, região oeste, tel. 3095-9400. 1.010 lugares. Qui.: 21h. Até 4/9. 100 min.
Não recomendado para menores de 10 anos.
Ingr.: R$ 10 a R$ 40. Ingressos esgotados.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

In this World - Moby

sábado, 22 de agosto de 2009

Jornal da Praça # 71
capa, Clóvis Tôrres
ph Camaleoa

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

ph Camaleoa

Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros (São Paulo)

ph Camaleoa

Madu