60, on the road again
para Barrox

agora entendo sua fotografia em cores saturadas e o estrangeiro na sacada fotografando luas monocromáticas. você sempre me disse chocolate quente pela manhã, mas nunca flores ou bilhetes de amor. ainda choro de saudade. o movimento do relógio, as histórias através do tempo, o avião sobre a cidade de são paulo e depois sobre o mar azulEsverdeado do rio de janeiro. ruas que nunca atravessamos. ou quando voltava para casa e te vi do outro lado, jovem, com aquela sua camisa azul, de mãos nos bolsos do jeans desbotado, rasgado e com restos de tinta vermelha, enquanto me desejava sorrisos e só mais um pouco de companhia. e aquele homem nunca existiu de verdade. alguns beijos molhados de madrugada e nos fins de tarde enquanto a chuva caía lá fora e a campainha tocava sem parar. poucas vezes em que fomos só nós dois. e tua boca nunca foi tão perfeita. segura meu quadril assim. dizem que tudo um dia acaba.
para Barrox

agora entendo sua fotografia em cores saturadas e o estrangeiro na sacada fotografando luas monocromáticas. você sempre me disse chocolate quente pela manhã, mas nunca flores ou bilhetes de amor. ainda choro de saudade. o movimento do relógio, as histórias através do tempo, o avião sobre a cidade de são paulo e depois sobre o mar azulEsverdeado do rio de janeiro. ruas que nunca atravessamos. ou quando voltava para casa e te vi do outro lado, jovem, com aquela sua camisa azul, de mãos nos bolsos do jeans desbotado, rasgado e com restos de tinta vermelha, enquanto me desejava sorrisos e só mais um pouco de companhia. e aquele homem nunca existiu de verdade. alguns beijos molhados de madrugada e nos fins de tarde enquanto a chuva caía lá fora e a campainha tocava sem parar. poucas vezes em que fomos só nós dois. e tua boca nunca foi tão perfeita. segura meu quadril assim. dizem que tudo um dia acaba.
Camaleoa





